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Eventos em países centrais continuam a impactar a economia global

26 de Abril de 2022 - Comitê de Estudos de Mercado

 

A invasão da Ucrânia pela Rússia, com amplo reposicionamento geopolítico, os novos lockdowns na China em função de surtos da Covid, as eleições na França e a inflação nos EUA são fatores com impacto nos mercados globais, avaliou o professor e economista Luiz Roberto Cunha durante a mais recente reunião do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da CNseg, ocorrida em 20 de abril. 

No Brasil, ainda segundo o professor, a expectativa é que a inflação comece a desacelerar a partir de maio e o dólar volte a se fortalecer ao longo do ano, mas os impactos da política sobre a economia continuam presentes, assim como o nível de emprego, que apresenta ritmo de recuperação ainda mais lento que o da produção. A boa notícia para o Governo é o resultado fiscal, melhor do que o previsto, ainda que decorrente da desvalorização cambial, com impacto na participação das commodities brasileiras na balança comercial. 

As análises dos índices de concentração do setor segurador, foram o tema seguinte da reunião. O modelo apresentado correlaciona o número de empresas com a sua participação setorial, considerando baixa concentração a ponderação até 15%, média concentração até 25% e, acima disso, alta concentração.    

De acordo com o modelo, o mercado de seguros no Brasil é competitivo, sendo que, atualmente, os seguros de Automóvel, Residencial, Vida, Prestamista e Capitalização apresentam baixa concentração, enquanto o seguro Condominial e Viagem apresentam concentração moderada e, Habitacional e Rural, alta concentração. 

Outro estudo comparou os resultados de seguros para pessoas físicas com os de seguros para pessoas jurídicas durante a pandemia. O observado foi que os seguros voltados para pessoas jurídicas tiveram um melhor resultado, considerando a queda do rendimento médio das pessoas.

Em relação às projeções do volume de negócios de seguros, o destaque foi o crescimento de 24,2% na arrecadação do seguro de Automóveis observado até fevereiro, alcançando a cifra de R$ 38,34 bilhões. Isso ocorreu, principalmente, devido à elevação dos preços dos veículos e ao aumento da frequência de sinistros, impactando as tarifas.

 

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