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Apesar do contexto complexo da economia, política e geopolítica, setor segurador segue resiliente

08 de Março de 2022 - Comitê de Estudos de Mercado

“O ano de 2022 devertá ser pautado pelo processo eleitoral, com muita negociação e volatilidade, especialmente em função das diferentes possíveis combinações de frentes partidárias nos Estados”, afirmou o professor e economista Luiz Roberto Cunha, durante a reunião de fevereiro do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) CNseg, realizada no dia 24.  

Com o aparente arrefecimento da pandemia e, sobretudo, devido ao aumento da percepção de que o pior já passou, a economia ganha mais relevância no quadro político, podendo tornar temas como inflação e emprego determinantes em uma eleição mais “apertada”. Os empregos formais, entretanto, ainda estão em patamares anteriores aos de 2013. “Não está fácil traçar um cenário otimista para 2022, mas a expectativa é que 2023 seja melhor, com a indústria sendo a indutora do crescimento”, afirmou o professor. 

No campo internacional, os prognósticos também não são muito positivos. Com a invasão da Ucrânia pela Rússia (ocorrida poucas horas antes da reunião), em uma ofensiva maior que a prevista por muitos analistas, o “pior cenário” se configurou, o que deve impactar no preço dos combustíveis, trigo e até da cevada. “A dúvida agora é saber o quão longo será esse conflito. Quando mais longo, maior será o impacto na economia mundial”, vaticinou. 

Por outro lado, o setor segurador brasileiro até agora tem colhido os frutos da recuperação da pandemia. De acordo com números apresentados pela Superintendência de Estudos e Projetos - SUESP, 2021 foi encerrado com a maior arrecadação em termos reais desde o início da série histórica, em 2008. Recuperação, esta, bem disseminada em todos os segmentos. 

O seguro rural, por exemplo, fechou 2021 com faturamento recorde, impulsionado, principalmente, pelo seguro agrícola. A procura pelo seguro residencial cresceu 15% em termos reais em 2021, alavancando os chamados seguros massificados, aqueles contratados preferencialmente por pessoas, famílias e pequenas e médias empresas. “Os segurados deram mais importância às assistências de manutenção embarcadas no residencial, ajudando a impulsionar suas vendas”, afirmaram os especialistas da SUESP. Já o seguro habitacional foi impulsionado pelos 39% de aumento do crédito, apesar da expectativa de que a alta da Selic venha a impactá-lo negativamente em 2022.  Os planos de risco dos seguros de pessoas (vida e prestamista) também fecharam 2021 com crescimento recorde, ainda que a pandemia também tenha contribuído para aumentar muito a sua sinistralidade. No caso do prestamista, o aumento do número de inadimplentes apontado pelo SERASA também aumentou o número de sinistros. Na saúde suplementar, por sua vez, o número de beneficiários permanece equivalente ao de 2016, ainda que o número de beneficiários dos planos odontológicos venha crescendo initerruptamente a cada ano. 

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